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CUB-PR acumula reajuste de 6,44% em doze meses

Preços dos materiais de construção subiram, em média, 7,34%. Para Sinduscon-PR não há espaço para aumentos especulativos neste ano

O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil pesquisado pelo Sinduscon-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná) aumentou 0,27% no mês de fevereiro em relação ao mês anterior. Calculado desde fevereiro de 2007, de acordo com a norma técnica NBR 12.721/2006, o CUB-PR atingiu variação acumulada de 6,44% nos últimos doze meses, índice menor do que a inflação de 8,67% medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). No período, os materiais subiram, em média, 7,34% – item que representa cerca de 46% no cálculo do custo da construção. A mão-de-obra (que tem peso de 50%) foi reajustada em 5,83% e as despesas administrativas aumentaram 3,95%.

Apesar do aumento médio de 7,34% nos materiais de construção, nos últimos doze meses, pelo menos dez produtos do grupo de 25 itens pesquisados pelo Sinduscon-PR tiveram reajustes de preços muito acima da inflação (IGP-M). É o caso da areia que teve aumento acumulado de 24,48%. A brita, outro produto de extração mineral, subiu 13,33%. Outros materiais com maiores aumentos de preços em doze meses: disjuntor tripolar (21,62%); placa cerâmica 30 x 40 cm (16,29%); fechadura tráfego moderado (15,48%); tubo de ferro galvanizado (14,36%) e aço CA-50 (12,56%).

Setor vai frear aumentos especulativos

Com peso representativo de 7,8% no custo da construção (padrão R8-N), o aço – uma commoditie – foi o material que fez maior pressão nos orçamentos das empresas construtoras nestes doze meses, afirma o presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Franck. Outros materiais relevantes para a atividade como o concreto, cimento, tinta e bloco cerâmico para vedação tiveram evolução de preços em níveis próximos ou até abaixo da inflação. O cimento, produto que aumentou em algumas regiões do País, manteve preço “comportado” nas compras feitas pelas construtoras de Curitiba e Região Metropolitana.

Na atual conjuntura de economia estável não há espaço para maiores reajustes ou aumentos especulativos dos materiais de construção, avalia Franck. “Em todo o País, o setor está atento para frear aumentos”, diz o presidente do Sinduscon-PR. “Estamos preparados para fazer importação, em nível nacional. E se tivermos que recorrer às compras no exterior, o governo já acordou com o setor que pode eliminar os impostos de importação para punir a especulação.”

CUB determina custos da obra

Divulgado mensalmente pelos sindicatos da construção, o Custo Unitário Básico (CUB) é calculado desde fevereiro de 2007 conforme a norma técnica NBR 12.721/2006, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Elaborado de acordo com onze projetos-padrão, o CUB determina o custo global da obra para fins de cumprimento da lei de incorporações e tem fins exclusivamente comparativos ao custo real da obra, pois este só é obtido através de um orçamento completo com todas as especificações de cada projeto em estudo ou análise, esclarece o presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Franck. Atualmente, a variação percentual do CUB tem servido como mecanismo de reajuste de preços em contratos de compra de imóveis em construção e até mesmo como índice setorial.

O custo médio representativo da construção habitacional (padrão R8-N, para edifícios com 8 pavimentos, 3 dormitórios e acabamento normal) passou para R$ 714,79 o metro quadrado. Na formação destes custos não são considerados diversos itens como projetos, fundações, submuramentos, elevadores, urbanização, impostos e taxas, remuneração do construtor, entre outros.

Maiores aumentos em 12 meses (*)

Areia média......................................... 24,48%
Disjuntor tripolar ................................. 21,62%
Placa cerâmica 30 x 40 cm.................... 16,29%
Fechadura, tráfego moderado................ 15,48%
Tubo de ferro galvanizado .................... 14,36%
Pia de mármore.................................... 14,35%
Brita 2................................................ 13,33%
Aço CA-50........................................... 12,56%
Janela de correr (2 folhas)...................... 10,00%
Chapa de compensado............................. 8,84%
Bloco cerâmico vedação.......................... .8,33%
Bacia sanitária, caixa acoplada................... 8,33%
Tinta látex PVA........................................ 7,99%

CUB-PR.................................................. 6,44%
IGP-M .................................................... 8,67%

(*) Aumentos médios conforme pesquisa do CUB-PR

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