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Construção sustentável é o desafio do setor imobiliário

Câmara Brasileira da Indústria e Construção consolidará sustentabilidade no segmento

Construir com sustentabilidade. Este é o desafio das empresas de construção nos próximos anos. Por isso, até o final de 2010, a Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC) vai consolidar esse conceito e tornar seus procedimentos acessíveis à 140 mil empresas do segmento. A novidade foi anunciada no II Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis (Enbraci), realizado, em Brasília, na última quinta e sexta-feira, no embalo do aquecimento imobiliário do País.

No mesmo viés da sustentabilidade também entram fornecedores de materiais de construção dos imóveis. Dez cooperativas de importação de material sustentável já estão instaladas no Brasil. A ideia é ter uma em cada estado e no Distrito Federal. As boas novas foram trazidas pelo presidente da CBIC, Paulo Safady Simão. "O nosso grande desafio é fazer com que todas as construtoras possam de forma igualitária obter condições para trabalhar com a sustentabilidade", projetou. "Estamos trabalhando para que todas tenham acesso ao sistema de construção sustentável e renovação tecnológica."

Segundo o dirigente da CBIC, o projeto de sustentabilidade está sendo construído por profissionais qualificados, dentro dos conselhos estratégicos da entidade, com todo o suporte necessário. Simão justificou que o projeto inclui a participação da indústria de materiais de construção para que esse segmento esteja alinhado com o setor da construção, matéria-prima dos corretores de imóveis.

"Nós temos nove áreas de trabalho dentro do nosso projeto. Uma delas é coordenada pela Abramat [Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção], que representa os fornecedores de materiais. Acreditamos que tem que haver um entrosamento total", diz.

Para Simão, os fornecedores vêm buscando caminhar com a sustentabilidade, mas as empresas do segmento estão no limite de 90% de sua capacidade. Por isso, disse que as cooperativas para a compra de materiais sustentáveis no exterior são "um canal de importação abertíssimo".

Simão destacou que o projeto vai demandar uma legislação para reger todo o processo. "Nós temos dois parlamentares no nosso conselho estratégico. E vamos precisar mover o Congresso Nacional. Este programa é bem completo. E pretendemos que até o fim do ano ele já esteja sendo implantado na sociedade", disse.

Na avaliação do presidente da CBIC, o grande gargalo da construção civil é a mão de obra. "Nós não temos profissionais capacitados para atender a demanda que vem crescendo. A capacitação de pessoal ainda anda a passos lentos, mas o governo federal vem realizando um bom trabalho", observou. Para ele, a atividade vai melhorar com o desenvolvimento de novas tecnologias. "Dessa forma você vai demandar menos mão de obra. Claro que devemos continuar o que já fazemos - capacitação e treinamento de pessoal", concluiu.

Crédito

O evento trouxe novidades sobre o mercado imobiliário de padrão médio e superior. A Caixa Econômica Federal (CEF) vai designar para o crédito imobiliário, até o fim de 2010, cerca de R$ 55 bilhões. "Para a classe média alta, a nossa projeção, com recursos da poupança, é próximo de R$ 20 bilhões", completou Bernadete Coury, superintendente nacional de Habitação da Caixa.

A instituição, a partir de julho deste ano, vai inovar o mercado imobiliário, introduzindo o correspondente imobiliário em todo o País. "A intenção é que o cliente faça todo o processo da compra do imóvel na própria imobiliária", destacou. Segundo ela, toda a pesquisa de crédito que era feita nas agências bancárias, agora será realizada na imobiliária, no momento da compra do imóvel. "O correspondente imobiliário já está sendo testado em 22 pontos no país", explicou.

Outra novidade é a adesão do Banco do Brasil (BB), no próximo ano, no financiamento de imóveis na planta. Hoje o seu financiamento é feito apenas para imóveis prontos.

Para João Martins Felcar, gerente de Projetos de Crédito Imobiliário do Banco do Brasil, o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, provocou uma revolução, em termos de mercado imobiliário no País. "Tanto que vimos um redirecionamento de todas as grandes construtoras, que passaram a trabalhar com imóveis econômicos", destacou.

Para o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antonio Nogueira de França, os protagonistas do momento no mercado imobiliário, classes C e D, impulsionaram a disposição do mercado a investir em imóveis de padrões superiores. "O mercado está muito aquecido. O mercado vem se regulando muito bem. Os consumidores com maior poder de renda estão atentos ao mercado e às linhas de financiamentos", avaliou França.

Fonte: DCI - SP


 

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